...
Consulta
Aberta
Consulta aberta entre 2026-01-13 e 2026-02-14
Ver documentos
Consulta
em Análise
Consulta
Encerrada

Lisboa foi selecionada pela Comissão Europeia como uma das 100 Cidades Missão “Climaticamente Neutras e Inteligentes até 2030”, o que a compromete com uma ambiciosa meta de redução das emissões de gases com efeito de estufa e com a adaptação e resiliência da cidade a um clima em mudança. Nesse âmbito, desenvolveu um “Contrato Climático da Cidade”, abreviadamente designado por CCC Lisboa 2030, que contem o compromisso da cidade, o plano de ação e o plano de investimentos para a sua plena concretização. Este documento recebeu, entretanto, o selo Mission Label da parte da Comissão Europeia. O CCC Lisboa 2030 engloba um conjunto de compromissos, ações, metas, projetos e investimentos que garantem a aceleração para a transição energética, a neutralidade carbónica, o desenvolvimento sustentável e a resiliência climática da cidade, salvaguardando a sua identidade, o património, os serviços dos ecossistemas, a gestão de recursos e a sua circularidade.  Concluída esta etapa, partimos para uma nova fase de auscultação da população, organizações, universidades, empresas e autarquias, para o aprofundamento do Contrato Climático da Cidade Lisboa 2030 e das ações e medidas que o integram.

Dados Gerais
Designação completa
Contrato Climático Cidade de Lisboa 2030

Período de consulta
2026-01-13 a 2026-02-14

Estado
Aberta

Área temática
Alterações Climáticas

Tipologia
Estratégias

Entidade promotora da CP
Câmara Municipal de Lisboa

Entidade promotora do projeto
Câmara Municipal de Lisboa

Entidade coordenadora
Câmara Municipal de Lisboa

Formas de participação
Inquérito

Lisboa tem a visão e ambição de ser uma cidade sustentável, resiliente, inclusiva e climaticamente neutra até 2030, reforçando a sua posição de liderança climática a nível europeu e mundial.

A transição climática de Lisboa está refletida no CCC Lisboa 2030 e assenta nas seguintes metas e objetivos:

  • Reduzir as emissões de GEE em, pelo menos, 80%, face a 2002, antecipando a neutralidade climática até 2030;
  • Adaptar a cidade a eventos climáticos extremos, aumentando a sua resiliência e a sua capacidade de resposta;
  • Aumentar as áreas de sumidouro e a capacidade de sequestro de carbono;
  • Apostar em programas de compensação (das emissões residuais);
  • Garantir uma transição justa e inclusiva, combatendo as desigualdades e atenuando a pobreza energética;
  • Valorizar a participação na “Missão 100 cidades climaticamente neutras e inteligentes até 2030”, como estratégia potenciadora de inovação e de atração de novos investimentos e talentos.

O CCC Lisboa 2030 atualiza o Plano de Ação Climática 2030, em termos de metas de redução e ações, e atualiza o inventário de emissões de Gases com Efeito de Estufa (GEE) e respetivos cenários para o ano de 2030.

O Contrato submetido à Comissão Europeia integra o Compromisso 2030, um Plano de Ação e um Plano de Investimento, e está estruturado em 10 áreas sectoriais contemplando mais de 600 compromissos (ao nível local, regional, nacional e internacional) e 150 ações nas vertentes da mitigação, adaptação e transversais.

O CCC Lisboa 2030 é um desafio dirigido a toda a cidade de Lisboa, incluindo a Câmara Municipal, os decisores políticos, os técnicos, os cidadãos e seus representantes, as empresas e instituições públicas e privadas, os centros de investigação, a comunicação social e a comunidade como um todo, a ir mais além para antecipar a neutralidade climática até 2030. O impacto de cada cidadão e de cada organização per si, no total das emissões da cidade, pode parecer limitado, mas no seu todo tem consequências e limita ou acelera a transformação climática de Lisboa. A ação climática em Lisboa continuará a assentar na participação ativa e informada, no debate, na cocriação e na concretização de medidas e projetos.

Uma cidadania mais ativa fortalece o poder local.

O inventário de emissões de GEE da cidade de Lisboa é elaborado anualmente de acordo com o referencial metodológico Global Protocol for Community-Scale Greenhouse Gas Emission Inventories (GPC Protocol) e inclui os 3 principais GEE (CO2 / CH4 / N2O).

O gráfico do Inventário de Emissões de GEE 2023 revela uma tendência clara de redução das emissões em Lisboa ao longo de 20 anos.

Redução Global das Emissões (2002-2023)

Em 2002, as emissões eram de 4,00 MtCO₂e.

Em 2023, esse valor caiu para 1,86 MtCO₂e, representando uma redução de 53%.

No gráfico abaixo estão representadas as emissões por sector de atividade, com relevância para o setor dos transportes, que continua a ser o maior emissor 1,12 MtCO₂e (1.128 ktCO₂e ) em 2023, mas apresenta uma redução de 14% desde 2008.

Os sectores Serviços e Residencial registaram reduções de 72% e 45% desde 2008, respetivamente, refletindo as melhorias na eficiência energética dos edifícios.

 

As figuras seguintes ilustram a abordagem de Lisboa ao cenário de neutralidade climática para 2030. Os cenários seguintes foram desenvolvidos no contexto do PAC Lisboa 2030 e apontam para reduções de emissões, face ao ano base de 2002, entre 58% (Cenário B – BAU) e 71% (Cenário NL).

Os cenários de emissão para 2030 apresentados na tabela seguinte, foram desenvolvidos a partir do Cen.NL do PAC 2030, e demonstram que a maior margem para reduções adicionais se concentra no setor dos transportes. 

Contudo, dado que o Contrato Climático Cidade de Lisboa estabelece uma meta mais ambiciosa (redução de 80% até 2030) tornou-se necessário desenvolver um cenário adicional, designado como Cenário N30, que identifica o esforço suplementar necessário para alinhar a trajetória de emissões com este objetivo.

Lisboa tem adotado um planeamento climático focado na sustentabilidade e na resiliência, com um olhar atento para as particularidades do território e os desafios que as alterações climáticas impõem. Nesse sentido, a cidade estabeleceu como objetivos e metas fundamentais a mitigação das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e a adaptação aos impactos das alterações climáticas que cada vez se fazem mais sentir.

A adaptação atua diretamente na redução da exposição e das vulnerabilidades aos riscos das alterações climáticas (calor excessivo, escassez de água, elevação do nível médio das águas do mar, precipitação intensa e outros fenómenos meteorológicos extremos), trazendo benefícios a nível do aumento da resiliência e robustez das infraestruturas e edifícios, bem como dos restantes sistemas antropogénicos e naturais da cidade. O processo adaptativo de Lisboa torna-a mais forte e mais bem preparada na sua capacidade de resposta a impactes externos e em situações de alerta e emergência.

As ações apresentadas estão classificadas conforme contribuem para Mitigação, para a Adaptação, ou se são Transversais, considerando a sua abrangência e suporte. Embora estas componentes sejam bastante distintas, a maior parte das ações e projetos classificados numa destas vertentes, acaba por concorrer para fins comuns, articulando-se e criando sinergias entre si e entre setores.

As medidas, ações e projetos inventariados, incidem sobre os seguintes setores:

MITIGAÇÃO:  TRANSPORTES E MOBILIDADE  |  EDIFÍCIOS E SERVIÇOS URBANOS  |  ENERGIA E PRODUÇÃO LOCAL  |  RESÍDUOS URBANOS

ADAPTAÇÃO:  ESTRUTURA VERDE  |  ÁGUA  |  ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E ESPAÇO PÚBLICO  |  SEGURANÇA DE PESSOAS E BENS

TRANSVERSAIS:  CAPACITAÇÃO E SISTEMAS DE INFORMAÇÃO  |  GOVERNAÇÃO E CIDADANIA

 

O CCC Lisboa 2030 prevê 150 ações, distribuídas por 34 subsetores agrupados pelos 10 sectores, identificados como essenciais para neutralidade climática até 2030.

As medidas de mitigação e adaptação, para além das repercussões diretas na resposta às alterações climáticas, traduzidas por redução de emissões de GEE, trazem benefícios alargados para a cidade, tornando-a mais forte, sustentável, equilibrada e atrativa em diferentes domínios:

  • Ambiental e saúde pública (ao nível da qualidade do ar, ruido segurança rodoviária, extremos de temperatura e eventos meteorológicos adversos, bem-estar físico e mental, espaço publico e qualidade de vida, acesso justo à habitação);
  • Eficiência de recursos (resíduos e águas residuais, economia circular, gestão eficiente da água, alimentação sustentável, gestão de práticas de uso do solo);
  • Biodiversidade e ecossistemas (florestas urbanas, plantações e melhoria do plano de saúde, espécies locais e polinizadoras, avisos ecológicos, conexão entre habitats, restauro da natureza);
  • Biodiversidade, poluição do ar, água e solo, controlo do ruído, circularidade de recursos;
  • Social (saúde física e mental da população, qualidade de vida, segurança, justiça e coesão social, capacitação, boa governança, democracia e transparência, acesso à informação e inovação social);
  • Económico (emprego, inovação, investigação e competitividade, produtividade, redução de encargos com prejuízos, valorização de bens e continuidade de empresas).

Estes benefícios e externalidades contribuem globalmente para os objetivos da cidade. Têm impactos diretos e indiretos associados aos diferentes sectores do CCC Lisboa 2030 e contribuem para as metas dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030.

O processo adaptativo da cidade torna-a mais forte e mais bem preparada na sua capacidade de resposta a impactes externos e em situações de aviso, alerta e emergência.

Localização
Lisboa
Lisboa
Documentos de encerramento
Documentação relativa à conclusão do período de participação pública.

Não existem documentos disponíveis.
Documentos de acompanhamento
Documentação relativa à fase de execução do projeto sujeito a consulta pública.

Não existem documentos disponíveis.
Este website utiliza cookies de acordo com a política em vigor. Caso pretenda saber mais, consulte a nossa política de privacidade.
Aceitar